Will Bank quebrou em 2026: O que aconteceu, quem perdeu e como o FGC vai devolver seu dinheiro

Cartão de crédito do Will Bank na mão de uma pessoa, ilustrando a quebra do banco digital em 2026 após liquidação pelo Banco Central

O Will Bank quebrou oficialmente nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. (nome oficial do banco digital), encerrando de vez as operações da fintech que conquistou milhões de brasileiros com conta gratuita, cartão sem anuidade e CDBs com rendimento alto.

A notícia chocou os cerca de 12 milhões de clientes espalhados pelo país, especialmente nas classes C, D e E do Nordeste, que usavam o Will como banco principal. Mas calma: seu dinheiro não sumiu! A proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está ativa e deve devolver até R$ 6,3 bilhões aos investidores elegíveis. Veja abaixo tudo o que você precisa saber agora.

Por que o Will Bank quebrou exatamente hoje?

O gatilho final foi o descumprimento de pagamentos à Mastercard no dia 19 de janeiro de 2026. A bandeira suspendeu imediatamente os cartões do Will Bank em toda a rede, impedindo compras, saques e pagamentos no Brasil e no exterior. Sem cartão funcionando, o banco perdeu a principal fonte de receita e ficou inviável.

Outros motivos que levaram à quebra:

  • Contágio do Banco Master (controlador do Will), liquidado em novembro de 2025
  • Falha nas negociações de venda (inclusive com fundo árabe Mubadala, que exigia aporte de R$ 5,5 bilhões do FGC e não foi aceito)
  • Insolvência declarada pelo BC: a instituição não conseguia mais honrar compromissos
  • Vínculo societário forte com o Master, que já estava em crise grave

Resultado: o Banco Central não viu alternativa e decretou a liquidação extrajudicial imediata.

O que acontece com os 12 milhões de clientes do Will Bank?

Situação O que acontece agora Prazo estimado e próximos passos
Saldo em conta corrente ou conta digital Indisponível temporariamente. Dinheiro protegido pelo FGC até R$ 250 mil por CPF (inclui saldo + rendimentos acumulados até a data da liquidação). Aguarde orientações oficiais do liquidante e do FGC. Solicite via app ou site do FGC (fgc.org.br). Pagamentos costumam iniciar em 30-60 dias após consolidação dos dados (sem prazo fixo legal).
Cartão de crédito e débito Cancelados definitivamente. Não funcionam mais para compras, saques, Pix ou qualquer transação. Use outro cartão imediatamente. Dívidas continuam válidas e devem ser pagas para evitar negativação (cobrança será feita pelo liquidante).
Investimentos (CDB, RDB, LCI, LCA) Protegidos pelo FGC até R$ 250 mil por CPF/CNPJ (inclui rendimentos acumulados). FGC estima cerca de R$ 6,3 bilhões em pagamentos totais para clientes do Will Bank. Solicitação via app do FGC. Pagamentos em semanas a meses (média 30-60 dias após dados consolidados pelo BC e liquidante).
Valores acima de R$ 250 mil Entra na fila de credores quirografários da massa falida. Só recebe se sobrar recursos após venda de ativos (prioridade para FGC e credores garantidos). Pode demorar meses ou anos. Acompanhe comunicados do liquidante nomeado pelo BC (Eduardo Félix Bianchini, conforme fontes oficiais).
Empréstimos e faturas em aberto Continuam válidos. Você deve pagar as parcelas normalmente para evitar negativação e cobrança judicial. Pague via boleto (se ainda disponível) ou outro banco. Dívidas transferidas para o liquidante.
Pix, transferências e salário Bloqueados. Não envie nem receba mais pelo Will Bank. Transfira urgentemente qualquer saldo (se liberado) para outro banco. Atualize cadastros de salário e chaves Pix em outros apps.

Fonte: Comunicados oficiais do Banco Central (21/01/2026), FGC e reportagens de G1, CNN Brasil, InfoMoney e Agência Brasil. Limite FGC: R$ 250 mil por CPF/CNPJ por conglomerado (Will e Master são do mesmo grupo). Acompanhe www.bcb.gov.br e www.fgc.org.br para atualizações em tempo real.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) já se prepara para o maior ressarcimento da sua história, somando-se ao caso do Banco Master (mais de R$ 40 bilhões). Estima-se que cerca de R$ 6,3 a 6,5 bilhões em depósitos a prazo do Will Bank estejam cobertos pelo fundo.

Como saber se meu dinheiro está protegido pelo FGC?

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição financeira (com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos). Exemplos:

  • Se você tinha R$ 180 mil em CDB no Will Bank → 100% devolvido pelo FGC.
  • Se tinha R$ 400 mil → R$ 250 mil pelo FGC + R$ 150 mil como credor quirografário (só se sobrar dinheiro após venda de ativos).

Passo a passo: o que fazer agora

  1. Aguarde comunicados oficiais — O Banco Central e o FGC divulgarão canais e prazos para solicitação de reembolso.
  2. Acesse o site do FGC (www.fgc.org.br) e verifique se sua instituição já consta na lista de liquidações.
  3. Reúna documentos — CPF, extratos recentes e comprovantes de investimentos ajudam a agilizar o processo.
  4. Não entre em pânico — A maioria dos clientes com valores dentro do limite do FGC deve receber o dinheiro de volta.
  5. Quite dívidas — Evite negativação mantendo os pagamentos de empréstimos em dia.

Lições importantes para o futuro

A quebra do Will Bank reforça a importância de:

  • Não concentrar todo o patrimônio em uma única instituição financeira.
  • Verificar a cobertura do FGC antes de investir.
  • Acompanhar notícias do Banco Central sobre intervenções e regimes especiais.
  • Diversificar contas e investimentos entre bancos de diferentes grupos econômicos.

Will Bank quebrou, mas o sistema financeiro brasileiro segue robusto graças à atuação do Banco Central e à existência do FGC, que protege milhões de brasileiros em situações como essa.

Se você era cliente do Will Bank, fique de olho nos canais oficiais do Banco Central (www.bcb.gov.br) e do FGC para atualizações sobre o processo de devolução.

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