16 Erros que as pessoas cometem ao começar a investir

Pessoa fazendo anotações ao lado de um notebook, representando os 16 erros ao começar a investir.

Investir é uma das formas mais eficientes de construir patrimônio e ganhar liberdade de escolha ao longo da vida. Só que, no começo, o investidor não perde dinheiro porque “o mercado é injusto” — ele perde porque cai em armadilhas previsíveis: falta de plano, excesso de emoção, confiança em dicas aleatórias e decisões tomadas no impulso.

No fim de 2025, o cenário brasileiro continua misturando juros elevados, volatilidade e muito ruído (economia, política, notícias e redes sociais). Ao mesmo tempo, o acesso nunca foi tão fácil: corretoras digitais, conteúdo gratuito, aplicativos e a possibilidade de investir com valores pequenos. A combinação “acesso fácil + ansiedade por resultado rápido” é o combustível perfeito para erros caros.

E tem outro ponto importante: apesar de mais gente falar sobre investimento, educação financeira ainda é um desafio. Em relatórios internacionais, o Brasil aparece com desempenho abaixo da média em letramento/alfabetização financeira em avaliações como o PISA (educação financeira em jovens), reforçando que muita gente entra no jogo sem dominar o básico.

A boa notícia: quase todos os erros de iniciantes são evitáveis. Neste guia, você vai ver 16 erros comuns, por que eles acontecem, como aparecem na prática e — principalmente — como evitar que eles travem sua evolução.

Um mapa rápido dos 16 erros (para você se localizar)

  1. Começar sem reserva de emergência

  2. Investir sem conhecer seu perfil (suitability)

  3. Buscar ganho rápido e “virar a chave” em semanas

  4. Confundir preço baixo com “ação barata”

  5. Concentrar demais em um ativo/setor

  6. Seguir gurus, amigos e redes sociais sem estudo

  7. Não entender o básico de renda fixa

  8. Misturar objetivos (curto, médio e longo prazo) na mesma carteira

  9. Ignorar custos e taxas (corretagem, emolumentos, spreads, taxas de administração)

  10. Desconhecer impostos e regras (IR, DARF, isenções, prazos)

  11. Trocar de estratégia a cada notícia (e operar emoção)

  12. Comprar sem critério e sem método (aportes aleatórios)

  13. Vender na queda e comprar na alta (efeito manada)

  14. Investir em “modinhas” sem entender o risco

  15. Não acompanhar o mínimo e não rebalancear

  16. Não reinvestir dividendos e proventos (ou reinvestir no piloto automático errado)

Vamos destrinchar um por um.

Erro 1: Começar a investir sem reserva de emergência

O que é: colocar dinheiro em renda variável (ou em produtos de baixa liquidez) sem ter um colchão para imprevistos.

Por que acontece: no início, a pessoa quer “não ficar para trás”. Ela vê alguém ganhando dinheiro com ações, FIIs, cripto, e acha que reserva é “dinheiro parado”. Só que reserva não é para render muito; é para evitar decisões ruins.

Como isso aparece na prática:

  • A pessoa investe tudo e, quando surge um imprevisto (saúde, carro, demissão, parcelamento que estoura), ela precisa vender o que tem.

  • Se o mercado estiver em queda, ela vende com prejuízo e transforma volatilidade (normal) em perda (real).

Consequências típicas:

  • Resgate forçado em momento ruim.

  • Estresse e desistência do mercado (“investimento não funciona”).

  • Atraso gigantesco no efeito bola de neve dos juros compostos.

Como evitar (o jeito funcional, sem romantizar):

  • Defina um valor-alvo de reserva baseado na sua realidade (despesas essenciais, estabilidade de renda, dependentes).

  • Priorize instrumentos com alta liquidez e baixo risco (ex.: pós-fixados de liquidez diária / Tesouro Selic, conforme disponibilidade e objetivos).

  • Só depois use o “dinheiro de longo prazo” para renda variável.

Pense assim: reserva é o que te impede de quebrar a estratégia no primeiro susto.


Erro 2: Investir sem conhecer o próprio perfil (suitability)

O que é: entrar em produtos que não combinam com sua tolerância a risco, tempo e objetivo.

Por que acontece: o iniciante confunde coragem com capacidade de aguentar volatilidade. Ele se empolga com o “potencial” e ignora a parte invisível: os tombos no caminho.

O suitability (questionário de perfil) existe para te ajudar a alinhar risco e horizonte. Em geral, perfis costumam ser classificados como conservador, moderado e arrojado — variando conforme aceitação ao risco e prazo. B3+1

Sinais de que você está fora do seu perfil:

  • Você dorme mal porque a carteira oscilou.

  • Você abre o app toda hora e quer “fazer alguma coisa”.

  • Você pensa em vender quando cai e só quer comprar quando sobe.

  • Você investe com dinheiro que pode precisar em poucos meses.

Consequências:

  • Você abandona bons ativos no pior momento.

  • Você vira refém de emoção (e emoção é custo).

  • Você troca de estratégia sem aprender nada.

Como evitar:

  • Faça o teste do perfil e responda com honestidade.

  • Ajuste sua carteira para que você consiga manter o plano em meses ruins.

  • Lembre: “perfil” não é rótulo de ego; é ferramenta de sobrevivência no longo prazo.


Erro 3: Querer resultados rápidos e ganhos “expressivos” em pouco tempo

O que é: tratar investimento como aposta de curto prazo.

Por que acontece: redes sociais premiam histórias extremas (quem ganhou muito em pouco tempo). Ninguém viraliza dizendo: “Aporte constante por 8 anos e deu certo”.

Como aparece:

  • Entrar em operações complexas cedo (opções, alavancagem, day trade) sem entender o risco.

  • Colocar dinheiro grande em um ativo “porque vai explodir”.

  • Medir sucesso em dias/semanas, não em anos.

Consequências:

  • Você aprende o pior hábito: buscar adrenalina, não consistência.

  • Uma ou duas decisões ruins podem apagar anos de aporte.

  • Você perde o principal diferencial do investidor comum: tempo.

Como evitar:

  • Para renda variável, trate como projeto de 5 a 10 anos (ou mais).

  • Crie uma regra simples: você só aumenta risco quando domina o básico e tem estabilidade emocional.

  • Você não precisa “acertar o topo e o fundo”. Você precisa não errar feio repetidamente.


Erro 4: Confundir “preço baixo” com “ativo barato”

O que é: achar que uma ação de R$ 10 é mais “barata” do que uma de R$ 100.

Por que acontece: cérebro gosta de números pequenos. Só que o que importa é valor, não preço unitário.

Exemplos comuns:

  • Comprar ações “baratas” porque “dá para comprar muitas”.

  • Evitar empresas sólidas porque “estão caras”, sem olhar métricas.

O que analisar (sem complicar demais):

  • A empresa gera caixa? Tem vantagem competitiva? Tem dívida controlada?

  • O lucro é recorrente ou “mascarado” por evento pontual?

  • A governança é boa?

  • O preço atual faz sentido vs. histórico e vs. pares?

Consequências:

  • Você enche a carteira de ativos ruins só porque parecem “baratos”.

  • Você cria concentração em “turnaround” sem perceber.

  • Você troca qualidade por ilusão.

Como evitar:

  • Pare de pensar em “preço” e pense em “negócio”.

  • Estude o básico de valuation e fundamentos (mesmo que superficial).

  • Se você não consegue explicar por que comprou em 2 frases, provavelmente você comprou por impulso.


Erro 5: Não diversificar (ou diversificar errado)

O que é: colocar muito dinheiro em um único ativo, setor ou tese.

Por que acontece: iniciante quer “acertar em cheio”. Ele acredita que concentração acelera riqueza. Às vezes acelera — mas também acelera o caminho para desistir.

Diversificação não é:

  • Ter 20 ativos iguais (todos bancos, todas commodities, todos FIIs do mesmo tipo).

  • Comprar vários fundos que se comportam do mesmo jeito.

Diversificação é:

  • Misturar riscos: setores, estilos, indexação, prazos, moedas (se fizer sentido).

  • Reduzir a chance de um evento específico destruir sua carteira.

Consequências da concentração:

  • Um “cisne negro” setorial te derruba.

  • Você fica emocionalmente instável, porque sua carteira vira montanha-russa.

Como evitar:

  • Defina limites (ex.: máximo por ativo e por setor).

  • Comece simples: um núcleo mais estável + uma parte para crescer.

  • Se você ainda não sabe diversificar bem, use instrumentos mais amplos (como índices/ETFs) para ganhar tempo e aprendizado.


Erro 6: Seguir dicas de “gurus”, amigos e redes sociais sem pesquisar

O que é: comprar porque alguém falou.

Por que acontece: é confortável terceirizar a decisão. Se der errado, você culpa o “guru”. Se der certo, você se sente inteligente. Só que, no longo prazo, isso te infantiliza como investidor.

Como aparece:

  • “Compra que vai subir.”

  • “Essa é a nova queridinha.”

  • “Olha o insider, tá todo mundo entrando.”

Consequências:

  • Você compra sem saber o risco.

  • Você vende no pânico porque não tem convicção.

  • Você vira massa de manobra de ciclos de hype.

Como evitar:

  • Transforme qualquer dica em hipótese (não em ordem).

  • Valide o básico: por que existe aquela tese? Quais riscos derrubam a tese?

  • Se você não aguenta ver o ativo cair 20–30% sem surtar, você não tem tese; você tem esperança.


Erro 7: Não entender o básico de renda fixa (e achar que é “perda de tempo”)

O que é: desprezar renda fixa sem entender como ela funciona — ou, do outro lado, investir em renda fixa achando que “não tem risco”.

Por que acontece: muita gente só aprende sobre ações e esquece que renda fixa tem: risco de crédito, liquidez, marcação a mercado, prazo, indexadores.

Como aparece:

  • Escolher qualquer produto “porque rende X% do CDI”.

  • Ignorar liquidez e ficar preso quando precisa do dinheiro.

  • Entrar em títulos longos sem entender que podem oscilar antes do vencimento.

Consequências:

  • Perder oportunidades por falta de caixa.

  • Assumir riscos escondidos (crédito, duration) sem perceber.

  • Tomar susto com oscilação e achar que “renda fixa perdeu dinheiro”.

Como evitar:

  • Entenda o trio: prazo + liquidez + risco.

  • Saiba a diferença entre pós-fixado, prefixado e inflação (IPCA+).

  • Use renda fixa como ferramenta: reserva, objetivos de prazo definido, estabilidade da carteira.


Erro 8: Misturar objetivos na mesma carteira

O que é: colocar dinheiro que você precisa em 6–24 meses no mesmo “bolo” do dinheiro para 10 anos.

Por que acontece: falta de organização. O iniciante não separa metas e acaba tomando decisões incoerentes.

Exemplo típico:

  • “Esse dinheiro é para viajar no ano que vem… mas vou colocar em ações porque pode render mais.”

Consequência:

  • Você vira refém do mercado. Se cair, você adia a viagem ou vende no prejuízo.

  • Você se frustra e cria aversão a investir.

Como evitar:

  • Crie “caixas mentais” (ou reais): curto prazo, médio prazo, longo prazo.

  • Regra prática: quanto menor o prazo, menor a tolerância a volatilidade.

  • Seu futuro não precisa competir com seu presente — ambos precisam de estratégia.


Erro 9: Ignorar custos e taxas (e deixar “vazamentos” comerem sua rentabilidade)

O que é: achar que investir é só “comprar e pronto”.

Por que acontece: custos parecem pequenos, mas no longo prazo viram uma mordida constante.

Custos que iniciantes esquecem:

  • Taxas de administração/gestão (fundos, ETFs, alguns FIIs indiretamente via despesas).

  • Emolumentos e taxas da B3 em operações.

  • Spread de compra/venda (principalmente em ativos com pouca liquidez).

  • Custos indiretos: girar demais a carteira (o maior custo de todos).

Consequências:

  • Você rende “menos que o esperado” e acha que a estratégia falhou.

  • Você faz trades para “recuperar” e piora.

Como evitar:

  • Antes de investir, pergunte: “Qual o custo total para manter isso por 5 anos?”

  • Prefira simplicidade e eficiência.

  • Se você não sabe o custo, você não sabe o retorno.


Erro 10: Desconhecer impostos e regras (e tomar multa por bobeira)

O que é: operar e investir sem entender minimamente como funciona tributação e obrigações.

Por que acontece: imposto é chato. O iniciante foge do tema até o dia em que a dor aparece.

Exemplos comuns:

  • Fazer operações com lucro tributável e esquecer de pagar/declaração.

  • Confundir isenções, tipos de produto e prazos.

  • Não guardar notas e relatórios.

Consequências:

  • Multa, juros, dor de cabeça.

  • Medo de investir em renda variável por “não entender IR”.

  • Decisões ruins para “evitar imposto” (e pagar mais caro em oportunidade perdida).

Como evitar:

  • Tenha um controle básico mensal.

  • Use relatórios da corretora, e se necessário, apoio profissional.

  • Imposto é parte do jogo. Ignorar não faz desaparecer.


Erro 11: Trocar de estratégia a cada notícia (a “síndrome do feed”)

O que é: tomar decisão porque leu um post, viu uma manchete ou viu o preço mexer.

Por que acontece: excesso de informação gera a ilusão de controle. Você sente que precisa agir para “não perder oportunidade”.

Como aparece:

  • Você muda a carteira toda semana.

  • Você vira refém do noticiário.

  • Você compra e vende para aliviar ansiedade.

Consequências:

  • Giro alto, custos altos, impostos, arrependimento.

  • Você nunca deixa uma tese amadurecer.

Como evitar:

  • Crie um ritual: revisar carteira em datas fixas (mensal/trimestral).

  • Decisão grande só com base em regra, não em emoção.

  • Informação boa é a que melhora seu processo, não a que aumenta sua adrenalina.


Erro 12: Comprar sem critério (sem método de aportes)

O que é: investir quando “sobra” ou quando “dá vontade”.

Por que acontece: falta de processo. O iniciante não organiza um plano de aportes e vira um investidor reativo.

Como aparece:

  • Aporte só quando o mercado está eufórico (porque você está confiante).

  • Pausa quando o mercado cai (porque você está com medo).

Consequências:

  • Você faz o oposto do ideal: compra caro, vende barato.

  • Você perde o maior trunfo do iniciante: constância.

Como evitar:

  • Defina um valor fixo de aporte (ou percentual da renda).

  • Use estratégia de aportes regulares (cost averaging) para reduzir o peso do timing.

  • Tenha uma lista de ativos/teses e critérios de compra, mesmo simples.


Erro 13: Vender na queda e comprar na alta (efeito manada)

O que é: agir como a multidão.

Por que acontece: dor da perda é psicologicamente mais forte do que prazer do ganho. Quando cai, seu cérebro quer “parar a dor”.

Como aparece:

  • Você segura enquanto cai (“vai voltar”), mas quando cai demais você vende (“não aguento mais”).

  • Depois que sobe e “fica seguro”, você compra de novo.

Consequências:

  • Você transforma volatilidade em prejuízo.

  • Você perde os melhores dias de recuperação, que costumam acontecer perto do fundo.

Como evitar:

  • Antes de comprar, defina: “em que situação eu venderia?” (e não vale “quando cair”).

  • Não invista em ativos que você não aguenta ver oscilar.

  • Use diversificação e alocação coerente para que quedas não destruam sua paz.


Erro 14: Investir em modinhas e “teses da vez” sem entender o risco

O que é: entrar em algo só porque está em alta.

Por que acontece: FOMO (medo de ficar de fora). A internet transforma qualquer ativo em narrativa épica.

Exemplos de “modinha” (padrão de comportamento, não um ativo específico):

  • “Essa empresa vai dominar o mundo.”

  • “Esse setor é o futuro garantido.”

  • “Agora vai, todo mundo está comprando.”

Consequências:

  • Você vira liquidez para quem entrou antes.

  • Você compra no pico de expectativa.

  • Você desiste de investir porque “nada funciona”.

Como evitar:

  • Pergunta de ouro: “Se isso cair 40%, eu ainda entendo por que comprei?”

  • Tenha um limite de exposição para apostas/teses novas.

  • Não confunda história bonita com risco bem precificado.


Erro 15: Não acompanhar o mínimo (e não rebalancear quando necessário)

O que é: investir e esquecer — sem nem verificar se sua carteira ainda faz sentido.

Por que acontece: o iniciante ou vira “trader ansioso” (acompanha demais) ou vira “desaparecido” (acompanha de menos). Os dois extremos são ruins.

O mínimo saudável:

  • Revisar a carteira em frequência definida (mensal ou trimestral).

  • Checar se a alocação saiu muito do planejado.

  • Avaliar se algo mudou estruturalmente na tese (não “o preço mexeu”).

Consequências:

  • Você vira superconcentrado sem perceber.

  • Você mantém ativos ruins por inércia.

  • Você perde o controle do risco.

Como evitar:

  • Defina gatilhos de rebalanceamento (ex.: quando um setor ultrapassa X%).

  • Tenha um “painel simples” com: alocação, aportes, objetivos, prazos.

  • Acompanhar não é ficar olhando preço; é cuidar do processo.


Erro 16: Não reinvestir dividendos e proventos (ou reinvestir sem estratégia)

O que é: deixar dividendos “parados” ou reinvestir no impulso.

Por que acontece: muita gente ama ver provento pingando, mas não transforma isso em crescimento real.

Consequências de não reinvestir:

  • Você enfraquece o efeito dos juros compostos.

  • Sua carteira cresce mais devagar do que poderia.

E o outro erro (reinvestir errado):

  • Reinvestir sempre no mesmo ativo por hábito, aumentando concentração.

  • Reinvestir sem olhar preço e fundamentos, só por “automatismo mental”.

Como evitar:

  • Defina uma regra: proventos vão para o próximo aporte do mês.

  • Use proventos como ferramenta de rebalanceamento: colocar onde está abaixo do peso-alvo.

  • O objetivo não é “viver de dividendos cedo”; é construir capital para que renda futura seja grande e sustentável.


Um checklist prático para o seu “primeiro ano” de investidor

Se você quiser um norte simples (sem complicar):

  • 1) Quitar dívidas caras e montar reserva (ou avançar nisso).

  • 2) Definir objetivos por prazo (curto/médio/longo).

  • 3) Fazer suitability e montar uma alocação coerente com sua cabeça e seu bolso. B3+1

  • 4) Criar um plano de aportes (constância > genialidade).

  • 5) Diversificar com intenção (não com aleatoriedade).

  • 6) Minimizar custos e girar menos.

  • 7) Entender o básico de regras/tributação para evitar sustos.

  • 8) Revisar a carteira em datas fixas e rebalancear quando fizer sentido.


Por que esses erros são tão comuns (e por que você pode evitar)

Muita gente começa a investir no Brasil sem base sólida de educação financeira, e isso não é “culpa individual”: é um tema reconhecido em estudos e avaliações internacionais. No PISA 2022 (educação financeira), por exemplo, estudantes no Brasil ficaram abaixo da média da OCDE e uma parcela relevante não atingiu o nível básico de proficiência. OECD

Ao mesmo tempo, o número de pessoas físicas no mercado cresce e se diversifica. Relatórios/boletins da própria B3 mostram milhões de investidores em renda variável e crescimento também em renda fixa e Tesouro Direto, puxado por acesso digital e aplicações automáticas. Bora Investir+1

Ou seja: mais gente entrando + pouca base + muito ruído = erros repetidos. O investidor que progride não é o que “acerta a ação do mês”. É o que cria um processo que evita os erros que derrubam os outros.


Conclusão

Se você está começando agora, não precisa tentar ser “o gênio do mercado”. Seu objetivo é mais simples (e mais poderoso): não cometer erros fatais e manter a consistência por tempo suficiente para o patrimônio trabalhar por você.

A maior diferença entre quem constrói riqueza e quem desiste não é inteligência — é processo + controle emocional + tempo.


Aviso importante

Este conteúdo é educacional e não é dica ou recomendação de investimento.

Apaixonado por marketing e pelo potencial do mercado de investimentos. 💡 Estratégia, criatividade e visão de futuro. Conectando marcas e capital para crescimento mútuo.